2017 começou com cenas de horror nos presídios dominados por facções criminosas. Quase uma centena de presos foram queimados, decapitados, fuzilados. A sociedade brasileira e o mundo assistiram chocados as chacinas, indagando-se: “como conseguiram tantas armas para produzirem estes massacres?”.

Bem, o caos das prisões brasileiras é uma herança maldita que persegue a nação há décadas. Basta lembrar que temos uma população carcerária de 650 mil presos amontoados em 370 mil vagas; acrescente-se a isso, a liderança diabólica de criminosos tra cantes que fabricam suas próprias armas no interior das penitenciárias, sempre prontos a cortar cabeças.

Existe saída? Os especialistas dão alguns conselhos: cadeias menores, com poucos presos; penas alternativas para crimes menores; agilidade nos processos de condenação; en m, por parte do estado, as alternativas não são muitas.

Mas há uma arma poderosa que a mídia ignora: o poder transformador do Evangelho mesmo num lugar tão horrendo como as prisões brasileiras. Recentemente, participei de um congresso que reuniu cinco mil ex- presidiários, todos convertidos a Cristo. Um deles fez questão de testemunhar: “A arma mais poderosa que conheci na cadeia foi a oração. Falar com Deus não era um passatempo para evitar a solidão. Eu sabia que quando estava orando, Deus enviava o Seu exército para me proteger”.

Sim, a oração é a mais poderosa de todas as armas. Quando oramos, as trevas recuam, os milagres acontecem e o poder divino se manifesta. 2017 está apenas começando. Vamos priorizar em nossas agendas um tempo diário para clamar aos céus pelas nossas famílias, igrejas, pelo nosso país. Se estivermos aos pés de Jesus, nada poderá deter a nossa vitória.