Uma das problemáticas relacionadas ao estudo da Pessoa de Cristo, está estritamente relacionado a natureza de Jesus, na verdade, os questionamentos ligados a esse tema, são muito mais antigos que imaginamos, nos primeiros séculos da Igreja, já encontramos líderes e grupos, como os docetistas e ebionistas, vivenciando sérias divergências dentro deste tema.

Jesus Cristo, um único homem, porém com duas naturezas, a divina e a humana, a junção destas duas naturezas recebe o nome de hipostática, palavra grega, “Hipóstasis”, significando na teologia, “união do verbo com a natureza divina”. Estas duas naturezas trabalhavam em plena harmonia, tanto a humana quanto a divina, não há alternância ou alteração de natureza no decorrer do ministério de Cristo, Ele era sempre a mesma pessoa em todos os lugares.

O problema que chamo de desfragmentação da pessoa de Cristo, reside na tentativa, (inocente ou não) de muitos, em procurar separar as duas naturezas de Jesus, fragmentando assim o Mestre, por exemplo, quando
Cristo chora diante do tumulo de Lázaro, declaram que era o Cristo homem, porem
quando Ele ressuscita Lázaro, declaram que era o Cristo Deus. A princípio, este pensamento pode parecer viável para explicarmos o mistério das duas naturezas de Jesus, porem se concordarmos com esta interpretação, afirmamos então que existe não uma pessoa com duas naturezas, mas sim duas pessoas distintas, caindo assim em um grave erro.

Wayne Grudem declara, “O nascimento virginal de Jesus possibilitou a união da plena divindade e da plena humanidade em uma só pessoa”. Precisamos com clareza, ter convicção que Jesus Cristo, não é a soma de duas pessoas (divina e humana), mas que é um só homem, que agrega duas
naturezas (divina e humana), e que estas duas naturezas, não se fundiram tornando-se uma, mas que continuam sendo distintas, porem harmoniosas entre si. Quem realizou este milagre, o Cristo Homem ou o Cristo Divino? A resposta deve ser, uma única pessoa, Jesus Cristo!