Em 1913, Lênin - um dos arquitetos da incipiente Rússia - escreveu um “Decálogo”, anotando ações táticas para a tomada do poder. O primeiro conselho diabólico dizia: “Corrompa a juventude e dê- lhe liberdade sexual”. Propostas extremistas e radicais foram também propostas por Karl Marx, o pai do comunismo, que apregoava: “Não haverá revolução duradoura sem a destruição da família tradicional”. De lá pra cá, a estratégia tem sido utilizar nossas escolas como laboratório para expor as nossas crianças à desconstrução do conceito judaico-cristão de família.

Mas o que querem os defensores da nefasta ideologia de gênero? A meta reside em fazer com que os professores ensinem nossos filhos que a sexualidade não depende de sua biologia, mas de convenções impostas pela sociedade. Para eles, menino não nasce menino, nem menina nasce menina; portanto, é preciso lutar, dizem eles, pelo esvaziamento do conceito jurídico, biológico e bíblico de homem e mulher.

O que fazer? Não há outra saída. É preciso tomar das armas jurídicas (Constituição Federal, Estatuto da Criança e do Adolescente, Código Civil), das armas espirituais (a Bíblia, a oração, a pregação) e interromper este processo acelerado de erotização precoce da infância. Como se sabe, o que está em jogo é uma guerra pelo domínio da mente das nossas crianças. Cabe a nós, cristãos, criarmos cercas de proteção ao redor de nossas famílias. Vivemos numa sociedade que transpira sensualidade, mas não podemos sucumbir; pelo contrário, a ordem paulina continua imutável: “Já que vocês são povo de Deus, não está certo que a imoralidade ou a indecência seja nem mesmo assunto de conversa entre vocês. Não digam coisas tolas ou sujas, pois não convém a vocês” (Efésios 5.3,4).

Entrar nesta guerra não é uma opção, mas uma necessidade inevitável. Pureza moral e proteção da família são características de quem decidiu seguir a Cristo de perto. Por isso, repudiamos a invasão de ideias libertinas em nossa sociedade e lutaremos com todas as nossas forças propondo leis e defendendo princípios alicerçados na dignidade, na verdade, na virtude e no fortalecimento dos valores cristãos.