Tem coisa (e muitas coisas) que você não vê o resultado agora, você trabalha arduamente acreditando que num tempo não tão distante verá frutificar bons frutos... Como minha maneira de ver o mundo e as pessoas mudou com a maternidade.

A próxima refeição não é apenas o próximo horário de comer, deve ser um momento de alimentação saudável e nutritivo, estou preocupada se teremos água para o futuro, se realmente apenas inglês será suficiente no currículo, se irão desenvolver novos medicamentos para doenças que podem assustar nossa geração agora, me preocupo constantemente com o que meus filhos vão “encarar” lá na frente... Isso são coisas de coração de mãe.

Lembro que a primeira vez que fui vacinar meu filho senti desejo de que existisse uma vacina contra tudo que eu gostaria de protegê- lo: amizades falsas, uma mulher que poderia iludir e machucar seu coração, pedófilos, professores cruéis, patrões abusivos, escolhas erradas... (acredite! minha lista é gigante...)

E depois de um tempo eu comecei a perceber que precisava proteger meus filhos de mim. Sim! Dessa minha preocupação excessiva, desse meu controle total... dessa minha “proteção” que priva o amadurecimento.

Depois que me tornei mãe, meu senso de “lei, proibir, obrigar, proteger...” mudou muito a maneira de se ver e aplicar. Como mãe descobri que existe “proteção não saudável”. Aquela que você priva seu filho de amadurecer e discernir; de se “defender e proteger” mesmo quando você não está por perto. O abstém da experiência de entender como suas escolhas o afetam.

Não podemos ser inocentes achando que o Diabo está se apresentando em desenhos, brinquedos, livros e não na nossa falta de sabedoria de lidar com as coisas. Desligue sua TV, e ela será ligada na escola e na casa dos amigos, jogue os gibis e livros fora e eles serão lidos na escola. Proíba e finja que não existe, e o Diabo vai preparar um momento “bem especial” pra essa apresentação. E mais, diante da ignorância e falta de conhecimento existe uma mente sem conceito e valores (nós adultos somos assim também! Quando não temos conhecimento de algum assunto não sabemos nos posicionar). Agora, eduque seu filho e mostre a Ele onde existe o “não me convém” de Coríntios (Bíblia) e você vai estar preparando alguém que diante de qualquer situação irá se questionar: convém? Eu devo falar isso? Devo assistir isso? Devo ocupar minha mente com esse livro? Devo fazer isso? Sou a favor do equilíbrio. Quem trabalha com extremos é satanás...

Educar exige limites, proibir sempre é mais fácil, mas causa ignorância. Porém, irei sempre usar de uma regra que estabeleci sempre que me encontro nessa situação. Perguntar ao amigo Espírito Santo. Porque opinião cada um tem a sua, mas instrução e esclarecimento apenas Ele. Ele sabe exatamente como meus filhos devem receber cada instrução, conhecimento, verdade e inverdades... melhor (bem melhor) até do que eu como mãe.