Ele chora. Não importa se sente dor, fome, sono ou se a roupa está molhada, ele simplesmente chora. Eu como pai, me esforço para acalmá-lo. Se ele tem dor, descubro como tirá-la, se é fome, dou comida, quando ele tem sono, vamos todos para a cama e trocamos a roupa molhada. Sem julgamentos, brigas ou reclamações. Sou pai e é isso que pais fazem, eles cuidam de seus filhos.

            Amo o Benjamin antes mesmo de ele nascer. Sabia que daria trabalho, que tiraria meu sossego e que eu não dormiria como antes, mas essa foi minha escolha. No dia em que decidi ser pai abri mão de mim em função dele. Isso vai além de postar fotos com um bebê em redes sociais ou dar a uma criança meu sobrenome. É escolher, deliberadamente, colocar outra pessoa em primeiro plano. 

            Pareço meu filho, especialmente nas atitudes. Choro por qualquer coisa. Choro pra Deus se tenho dor, seja física ou emocional, choro quando minha alma precisa de alimento e sempre que meu espírito está abatido. Choro quando sujo minhas vestes espirituais e até quando não sei o que quero. E eu choro tanto porque meu Pai não briga comigo, Ele sabia que eu daria trabalho, que tiraria seu sossego e deixaria suas noites agitadas. Deus fez mais do que anunciar que sou seu filho, Ele deliberadamente me colocou em primeiro plano, um plano chamado salvação. Ele fez isso por nós.

            Eu espero que meu filho cresça, seja feliz e bem sucedido. Desejo e profetizo o melhor para sua vida, mas não sei o que ele pensará de mim, ou se retribuirá o que faço hoje, isso é irrelevante. Meu amor nunca foi, não é e jamais será condicionado a nada. O Benjamin é a razão, o fruto do meu amor. Sem regras nem condições, nada de trocas. Simplesmente, amor.

            Se eu, que sou tão falho, pecador, miserável e ruim, sinto isso, por que você, meu amigo, pode imaginar que Deus sinta algo diferente por nós? Ele é nosso Pai, isso é tudo que importa hoje e sim, também podemos chorar de gratidão.